O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento-MAPA, continua apostando nas negociações entre o Mercosul e a União Européia para elevar as exportações ao mercado europeu. A afirmação é do diretor do Departamento de Assuntos Comerciais do Mapa, Benedito Rosa do Espírito Santo, durante a Expointer, encerrada domingo último (05), em Esteio.
- O que nós queremos é disputar com concorrentes na Europa. Precisamos diminuir as barreiras, não somente as barreiras tarifárias, e dessa forma aumentar as exportações. A Europa importa US$ 100 bilhões em alimentos, esse é o campo que a União Européia tem a oferecer ao Mercosul, disse Benedito Rosa.
Conforme o diretor, infelizmente há uma posição defensiva da União Européia no que se refere à carne bovina, em função da Inglaterra e da França, que atrapalha um pouco às negociações, mas existem boas perspectivas de aumentar exportações de outros produtos, como por exemplo, sucos, frutas e derivados de madeira.
- A Europa é importadora desses produtos, tem acordo com outros países e não tem com o Brasil, disse Rosa, observando que as negociações que estão sendo feitas são de fundamental importância.
Segundo o diretor, a presidência do Brasil e da Argentina já colocaram o assunto como prioridade e quatro reuniões entre a coordenação das negociações Mercosul x União Européia já foram feitas. Outras duas regiões, a serem realizadas em Brasília e em Bruxelas estão programadas para outubro e novembro.
COTA EM QUESTÃO PARA MERCOSUL É DE 300 MIL TONELADAS
Benedito Rosa lembra que no caso da carne bovina, a União Européia ofereceu uma cota de 100 mil toneladas para o Mercosul, sem impostos.
- O setor pede que essa cota seja de 300 mil toneladas, mas a União Européia tem que receber alguma compensação por isso, diz o diretor.
Explica que no caso do Mercosul, o que está sendo oferecido em troca são vantagens nas áreas de investimentos e de serviços.
- Nós, do Mercosul, queremos que a União Européia dê em contrapartida, espaços para aumentarmos as exportações de alimentos. Temos um cronograma de negociações, mas não há um prazo fixo, disse o diretor de Assuntos Comerciais do MAPA.fonte: Safras & Mercado





