Após anos de negociações, o governo argentino fechou nesta semana um acordo fitossanitário com a China que o permitirá embarcar milho para o país pela primeira vez em dez anos, informou o governo.
“Isso é bom para o comércio de longo prazo da China e nos dá uma alternativa de fornecedor”, disse à Bloomberg Li Qiang, diretor-geral da Shanghai JC Intelligence. Atualmente, a China compra boa parte do milho que necessita dos Estados Unidos, os maiores produtores mundiais do cereal.
De acordo com o Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos, a China poderá comprar até quatro milhões de toneladas de milho no ano fiscal atual, que se encerra em 30 de setembro. O país é o segundo maior consumidor mundial do cereal.
Mas previsões do banco holandês Rabobank mostram que a crescimento vertiginoso das cidades chineses, assim do a alta da renda, poderão elevar as importações de milho chinesas para o recorde de sete milhões de toneladas no ano-safra 2012/13.
O comércio com a China deterioraram em 2010, quando Pequim, irritado por medidas antidumping levantadas pela Argentina sobre vários produtos chineses, incluindo tubos de aço e utilitários domésticos, interrompeu as compras de óleo de soja do país.
As relações só começaram a melhorar depois da visita da presidente Cristina Kirchner à Pequim e de delegações chinesas à Buenos Aires.
Fonte: Valor Econômico, com agências internacionais




