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Publicado em 04.09.07 às 16:09 hs

Avicultura: situação e perspectivas brasileira e mundial - Continuação

Importações
No que se refere às importações, em 2005, de acordo com o USDA, o principal comprador deve continuar a ser a Rússia, com 1,04 milhões de toneladas, apesar de ter apresentando, em 2004, redução dos volumes importados. O Japão vinha reduzindo suas importações desde 2003 mas deve manter-se como o segundo maior importador, com 695 mil toneladas segundo as previsões do USDA.

A Arábia Saudita está aumentando suas importações desde 2002 enquanto que a na União Européia o crescimento nas compras externas vem ocorrendo desde 2001. Para ambos a previsão é o fechamento das importações em torno de 440 mil toneladas em 2005.

A Tabela 4 apresenta os maiores importadores de carne de frango e as respectivas participações nas importações mundiais em 2005. A Figura 7 mostra a evolução das importações dos 4 principais países entre 1998 e 2005.

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Exportações Mundiais
O comércio internacional foi fortemente perturbado a partir de 2003 pela ocorrência de surtos de Influenza Aviária, estabelecimento das cotas pela Rússia, desvalorização do dólar, entre outros fatores. O único país que tem mantido crescimento em todos os anos é o Brasil, que será analisado com mais detalhes mais adiante.

Os Estados Unidos, após ter sido o maior exportador perdeu a posição para o Brasil e tem enfrentado dificuldades como a ocorrência de surtos de Influenza Aviária, todos erradicados, e com as tempestades que atingiram e danificaram instalações nos portos do Golfo do México (Hurricane e Katrina). O potencial de produção de frangos é enorme, assim como a capacidade do tesouro americano para apoiar políticas de exportação. Assim, este país é um ator importante e competitivo no cenário internacional.

No que se refere as exportações da UE para países extra comunidade em 2005, ocorreu redução de 17% com relação as exportações de 2001 devido a uma redução da oferta e da forte valorização do Euro em relação ao dólar. As maiores reduções ocorreram na Holanda, com cerca de 50%, enquanto as da França tiveram redução de 11% e as da Alemanha de 6%. Apenas as exportações Inglesas apresentaram crescimento de 62%.

Em 2005, nos primeiros 6 meses as exportações apresentaram um crescimento de 3,5% com relação ao mesmo período de 2003, decorrente do crescimento de 29% das exportações da Alemanha e de 5% das da Holanda, apesar da redução de 15% das exportações do Reino Unido. Os demais países ou blocos econômicos ou tiveram volumes estagnados ou sofreram redução das exportações.

Na Tabela 5 pode-se observar os principais exportadores mundiais em 2005 e a Figura 8 mostra a evolução das exportações dos 4 principais países.

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Exportações do Brasil
As quotas impostas pela Rússia causaram significativa redução nas exportações brasileiras para aquele destino - 38% nas quantidades de frangos inteiros e de 27% nas de cortes. Houve problemas também com a UE, com a alteração de tarifa aplicada nas importações de frango salgado que era de 15,4 % e passou a 75% motivando uma ação constestatória do Brasil junto a OMC.

Recentemente a OMC decidiu favoravelmente ao Brasil, determinando a redução da para o nível anterior apesar da tentativa da UE de manter ou retardar a redução, o que é importante para a retomada e crescimento das exportações do produto.

O câmbio favorável e a não ocorrência de surtos de Influenza aviária no país em 2003 fizeram com que as exportações do Brasil crescessem 20 % em relação a 2002 superando os 2 milhões de toneladas. Mesmo com a valorização do real a partir de 2003, as exportações brasileiras de frango continuaram a crescer, movidas, em parte, pela elevação do preço internacional e pela inclusão de produtos de maior valor agregado na pauta de exportação, sendo que o país foi praticamente o único com volumes crescentes de exportação de carne de frango.

Dados das exportações brasileiras até agosto de 2005, mostram crescimento de 26% dos embarques em relação ao mesmo período de 2001. As exportações de frangos inteiros e de cortes cresceram, respectivamente, 28% e 25%, apesar da redução de 17% nas vendas para a Rússia e para a Europa.

O Brasil atingiu o status de maior exportador mundial de carne de frango em 2004. Em 1998 a participação do Brasil no mercado mundial era de 14,16% e em 2005 a estimativa é de 40,69% (Figura 9). O volume exportado cresceu quase 5 vezes no período, passando de 594 mil para 2,8 milhões de toneladas em 2005, atingindo mais de 140 países.




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