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Rússia detectou ractopamina, em carga de bovinos brasileira

Rússia impôs restrições ao país, afirma Antonio Camardelli, da Abiec

Segunda-feira, 22 de Julho de 2013

Rússia detectou ractopamina, em carga de bovinos brasileira

A indústria exportadora de carne bovina teme que o uso indevido do promotor de crescimento ractopamina na engorda de gado no país possa prejudicar as vendas externas do setor. Vários importantes clientes do Brasil não permitem a compra de carne proveniente de bovinos tratados com esse tipo de aditivo, cuja comercialização foi suspensa temporariamente em novembro de 2012 no país. Para a engorda de suínos, o uso de ractopamina é permitido no Brasil.

Apesar da suspensão da comercialização para uso em bovinos, em abril deste ano, resíduos de ractopamina foram encontrados em carregamentos de tripa bovina brasileira da JBS e da Minerva importados pela Rússia.

A reação da Rússia, que já havia entrado em conflito com o Brasil em 2012 por conta do uso de ractopamina na criação de suínos, foi introduzir "restrições temporárias às exportações de envoltórios naturais provenientes de estabelecimentos brasileiros". Segundo circular do Ministério da Agricultura, o que levou à decisão russa "foram as múltiplas detecções de ractopamina no produto em questão pelos laboratórios russos".

Procuradas, JBS e Minerva não comentaram. A veterinária americana Elanco, que obteve em julho do ano passado o registro para a comercialização de ractopamina para criação de gado, informou que o promotor de crescimento produzido por ela sequer foi vendido. "A Elanco segue vendendo em suíno, mas não vendeu em bovinos", garantiu ao Valor o gerente de assuntos corporativos da companhia no Brasil, Marcio Caparroz. O aditivo da Elanco voltado para a criação de suínos chama-se Paylean, enquanto que o destinado à de bovinos é o Optaflexx 100. Ambos têm a ractopamina como princípio ativo.

Entre os importadores de carne bovina do Brasil que não aceitam o uso da ractopamina - por conta do chamado princípio de precaução - estão, além da Rússia, União Europeia, China, Irã, Egito, Chile, Bielorrússia, Cazaquistão. Esses mercados foram responsáveis por quase metade da receita com as exportações brasileiras de carne bovina em 2012, segundo a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec). No ano passado, a receita total com as vendas externas atingiu US$ 5,8 bilhões, sendo US$ 2,7 bilhões para essas regiões, ou 47,5%.


Fonte: Valor Agro

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