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Brasil tem segunda área de produção de transgênicos do mundo

O desafio agora é controlar a resistência em insetos e ervas daninhas...

Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017 às 12h51

Brasil tem segunda área de produção de transgênicos do mundo

Áreas de refúgio plantadas com variedades sem tecnologia de biotransgenia, boas práticas e manejo como controle de pragas e insetos, sementes certificadas e tratadas, dessecação antecipada. Estas são as armas apontadas como solução para o aumento da resistência à defensivos mostrado cada vez mais por insetos e pragas vegetais. A questão ganha força no Brasil porque o país planta atualmente quase 50 milhões de hectares com variedades transgênicas de soja, milho e algodão, sendo o segundo maior do mundo em uso, só ficando atrás dos Estados Unidos, que planta em 72,9 milhões de hectares variedades de trigo, soja, milho, batata, beterraba, canola, abóbora, etc.

O tema foi debatido pelo workshop para jornalistas realizado nesta terça-feira de manhã, dia 8, em São Paulo, uma promoção da Associação Brasileira de Agricultura e Pecuária (ABAG), Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB); Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV) e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG). O evento reuniu 25 profissionais de veículos especializados em Agronegócio dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, do Paraná e Rio Grande do Sul. O assunto foi apresentado pelo Engenheiro Agrônomo e integrante do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Marcelo Gravina. O Conselho tem a função de formar parcerias e transmitir informações para explicar Ciência aos formadores de opinião e à sociedade em geral.

“O mundo tecnológico nesta área avançou demais a partir do fim do século passado. DNA recombinante, uso de genética em biotecnologia, sequencionamento dos genomas, transformações genéticas. Hoje, são mais de 3.700 produtos transgênicos aprovados no mundo, usados para alimentação humana, ração animal, ornamentação e outros destinos. Envolve 40 países e tem o milho como a cultura campeã no uso”, informou Marcelo. O especialista enfatizou que no Brasil o avanço também foi crescente. Começou em 2003, com ao lançamento de uma variedade de soja e foi regulamentada dois anos depois, com a criação da Lei sobre Biossegurança. Até agora, são 144 aprovações, a maioria de grãos (soja, milho e algodão) e três objetivos: resistência a insetos, tolerância a herbicidas e genes para ambas aplicações. Interesse do produtor rural, uso agronômico. Em 2017, há aprovações de variedades de soja, milho, algodão, feijão e cana-de-açúcar, eucalipto, vacinas, medicamento, inseto e microorganismos variados (como leveduras).

“Para se ter uma ideia, no ano passado, 96,5% da soja cultivada eram de variedades geneticamente modificadas. E com economia de bilhões de reais em produtividade, gastos com controle, etc.”, reforçou. Além dos controles e manejo, outras modernas tecnologias estão sendo pesquisadas para controlar a resistência. “É o caso de produtos usados nos grãos, como ácidos, óleos, etc., com o intuito de combater resistências específicas. E a tecnologia da edição gênica. A manipulação e colocação de genes específicos no DNA das plantas para finalidades específicas de combate a pragas e insetos. Muitos destes produtos estão prontos e devem chegar ao mercado já em 2018”, concluiu o conselheiro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia.

Fonte: Revista Beef – Revista Ave – Revista Pork

 

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