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Brasil Pork Event 2017: o futuro é do Brasil e dos suínos

Evento começa em Balneário Camboriú com uma perspectiva positiva para a economia e suinocultura do país...

Quarta-feira, 13 de Setembro de 2017 às 14h11

Brasil Pork Event 2017: o futuro é do Brasil e dos suínos
Brasil Pork Event 2017: o futuro é do Brasil e dos suínos
Brasil Pork Event 2017: o futuro é do Brasil e dos suínos
Brasil Pork Event 2017: o futuro é do Brasil e dos suínos
Brasil Pork Event 2017: o futuro é do Brasil e dos suínos
Brasil Pork Event 2017: o futuro é do Brasil e dos suínos
Brasil Pork Event 2017: o futuro é do Brasil e dos suínos

O futuro da produção de carne suína é bastante positivo para o Brasil e os avanços tecnológicos promovidos pelos criadores vão continuar crescendo. Estas foram as duas maiores mensagens das quatro palestras realizadas pela manhã no Hotel Infinity Blue Resort, em Balneário Camboriú (SC), na abertura da segunda edição do Brasil Pork Event, organizado pela Topigs Norsvin, reconhecida como a mais inovadora empresa de genética suína. Organizado a cada dois anos, o evento tem o apoio de empresas de ponta da cadeia como Tectron, Alltech, De Heus, Ibersan, Minitub e MSD.

A abertura das apresentações, que destacam o tema “Projetando a Suinocultura do Futuro”, coube a André Costa, Diretor Presidente da Topigs Norsvin no Brasil. “É um prazer estar aqui com vocês, pensando e discutindo a nossa atividade para as próximas décadas. Estamos muito felizes nesta segunda edição, acompanhamos com alegria o sucesso que o evento alcançou e agora com a marca do lançamento da TN70, que vai auxiliar em demasia no desenvolvimento e crescimento da suinocultura brasileira na próxima década”, enfatizou o executivo.

Na sequência, Peter van Kemenade, Diretor da Topigs Norsvin para as Américas, falou sobre os investimentos da empresa em tecnologia e genética. “Queremos dobrar o potencial genético em dez anos. O mercado de carne suína está em crescimento, no mundo, nas Américas e no Brasil. O animal do futuro vai ser produzido com bem-estar animal, sem antibióticos e com menos uso de mão de obra. E a Topigs Norsvin pesquisa para melhorar o valor da carcaça”, explicou Peter.

A empresa está investindo US$ 10 milhões em uma nova unidade no Canadá para seleção de sete mil machos por ano, que vai estar pronta no ano que vem. Além disso, é a primeira empresa no mundo a usar a tomografia computadorizada para analisar os suínos. “É o que chamamos de Atlas do Suíno. Medir com precisão cada pedaço de carne e ser mais eficiente na seleção. Já são vinte mil animais escaneados. Queremos aumentar nossa acurácia, investir nos cortes mais valorizados do suíno. E desejamos que o suinocultor brasileiro se beneficie da melhor genética, sendo mais competitivo no futuro”, finalizou Peter van Kemenade.

Uma análise da economia brasileira e mundial, e a relação com o mercado de carne suína, marcou a palestra do professor, economista e diretor do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) da Universidade de São Paulo, Sérgio De Zen. Ele elogiou a competência da cadeia produtiva de carnes do Brasil, defendeu a inserção cada vez maior do país no comércio internacional, mas alertou para as dificuldades inerentes aos ciclos que marcam negócios e vendas. “As economias modernas são interdependentes, precisam uma das outras. E o mundo precisa dos alimentos que produzimos.

A produção de carne suína deve crescer 3,22% no ano que vem, um excedente de quase um milhão de toneladas. Precisamos de fortes vendas externas em 2018. E os criadores precisam ficar atentos com o mercado interno, que vai permanecer tímido. Os suinocultores têm que conquistá-lo com carcaça de qualidade e cortes diferentes”, aconselhou o professor. Para ele, a suinocultura nacional é mais pulverizada na exportação do que a bovinocultura e isto é muito positivo. “Além disso, o setor vem se beneficiando com a queda nos custos de produção, notadamente do milho. Mas o grão pode voltar a atrapalhar em 2018. Enfim, o Brasil passa por uma turbulência, mas o mundo não vai acabar”, encerrou com otimismo.

A última apresentação do período foi do ex-ministro Roberto Rodrigues, professor, conselheiro de mais de trinta instituições e Diretor da Área de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Rodrigues relembrou o salto tecnológico fantástico do Agro nos últimos trinta anos, aumentando a produção de grãos e carnes em mais de 300%, usando apenas 60% a mais de terras. “E a OCDE estima que o Brasil precisa aumentar em outros 40% para que o mundo consiga oferecer comida à população mundial nos próximos dez anos. Logo, temos que avançar ainda mais sobre os mercados mundiais”, frisou.

Porém, o ministro apontou que o segmento precisa mudar alguns de seus conceitos. “Temos uma força enorme e não usamos. Em 1950, um produtor rural alimentava 16 pessoas. Hoje, dá de comer a duzentas pessoas. Precisamos nos unir à população urbana porque as duas precisam uma da outra. É necessária integração profunda entre o urbano e o rural. Só assim poderemos eleger um presidente que tenha programa de governo que contemple isto”, finalizou.

À tarde, o Brasil Pork Event vai promover uma mesa redonda com transmissão ao vivo pelo canal Terra Viva, que vai reunir em um debate sobre o tema “Projetando a suinocultura do futuro” profissionais como Dirceu Zotti, presidente da Cooperativa Lar Agroindustrial (PR); Valdomiro Ferreira Junior, presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS); Roberto Coelho, do Grupo Cabo Verde (MG); Valdecir Folador, presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS); Marcelo Lopes, presidente Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS); Reinaldo Morais, CEO da Suinobrás (MT); Igor Weingartner, da Cooperativa Cosuel (RS); Thiago Bernardino, pesquisador do CEPEA, e Mario Faccin, comandante da Master Agropecuária (SC).

E a Topigs Norsvin vai lançar oficialmente no Brasil a TN70, uma fêmea híbrida F1 Landrace (L) x Large White (Z), um dos maiores avanços da pesquisa genética mundial, que materializa uma antiga e perseguida aspiração dos criadores: agregar as melhores características do Large White com o melhor do Landrace, em uma única matriz. O projeto começou a tomar forma há três anos, com a fusão entre a empresa Holandesa Topigs, detentora da melhor genética Large White do mundo, e a norueguesa Norsvin, também reconhecida mundialmente, por ter a melhor genética Landrace. Com este potencial genético, tecnologia de ponta e laboratórios de última geração, a Topigs Norsvin desenvolveu a fêmea que geneticistas e pesquisadores classificam como a melhor matriz do mundo.

Já testada e aprovada em escala na Europa, a TN70 acaba chegar ao Brasil e já começa a povoar um crescente número de granjas parceiras. Ela possui uma combinação única entre a alta eficiência reprodutiva e excelente eficiência na produção de suínos terminados. Produz um grande número de leitões nascidos fortes e vigorosos, que resultam em terminados uniformes, com extraordinária eficiência alimentar, elevado ganho de peso diário e excelente qualidade de carcaças, com elevado percentual de carne magra, reunindo as características desejadas por toda a cadeia, do criador ao frigorífico, passando pelo consumidor.

Fonte: Revista Pork

 

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