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Publicado em 05.04.09 às 15:04 hs

FAO: A década da Carne

As tendências da indústria mundial de suínos até 2017


A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) trazem em sua previsão conjunta do mercado mundial até 2017 (“The Whole Hog”) uma estimativa de aumento tanto na produção como no consumo das carnes. O relatório afirma que, apesar da concorrência de outros recursos terrestres, alta nos preços de alimentação dos animais e das pequenas margens de lucro, a produção global de carnes deve ter um crescimento de 2% ao ano durante a próxima década. No entanto, a projeção indica que no mundo desenvolvido a produção só vai se elevar 0,5%, enquanto nos países em desenvolvimento irá subir em 2,5%.

O incremento da produção de suínos na China e no Brasil, em especial, diminui de velocidade em nome de uma melhoria na tecnologia e maiores investimentos. Na produção de carne suína, a OCDE prevê para os países integrantes uma elevação de 4,3% para 2017 e em outros países, incluindo Brasil e China, aumento de 35%.

O consumo de carne suína nos países da OCDE deve ter um aumento de 4,1% até 2017. E nos países não membros da OCDE de 31,5%. O relatório também informa que a Irlanda está sentindo os efeitos do abate de suínos e de recolhimento de animais por causa da contaminação por melanina ocorrida antes do período do Natal de 2008. Cem mil cabeças foram eliminadas de um rebanho de suínos que chegou a ser de 1.466.550 cabeças em junho do ano passado. Em 2007, a Irlanda exportou 135.000 toneladas de carne suína, com 59% tendo o Reino Unido como destino.

O trabalho “The Whole Hog Mundial” estima que haverá um ciclo de leve queda nos preços dos suínos apesar dos últimos números mostrarem os valores de grandes exportadores em elevação, caso dos Estados Unidos (1%), do Canadá (24%) e da Dinamarca (10%). E ressalta que, embora a tendência descendente rotineira dos preços não deva permanecer até abril ou maio de 2009, um enfraquecimento da demanda poderia mudar as coisas. E que esta alta imprevista do início do ano possa terminar assim que haja restrição oriunda de surtos de doenças ou de políticas protecionistas que distorçam o mercado. A escalada dos preços verificados na União Européia deve esgotar-se rapidamente. Em dezembro, o preço foi de 144,17 euros por 100 kg, 8,9% superior ao mesmo mês de 2007. No entanto, os preços registrados em novembro de 2008 já tinham emplacado um aumento de 14,7% ao longo do ano. E em outubro, um aumento de 20,2%.

Potências da América do Norte

A empresa americana Smithfield Foods encabeça a lista dos 20 maiores produtores de carne suína dos Estados Unidos, passando de 1 milhão de cabeças, mais do que o dobro dos concorrentes mais próximos no ranking, a Triumph Foods e a Seaboard Foods, que têm 395.000 e 213.000 animais, respectivamente. O estudo destaca que os “Top 20” do setor norte-americano representam aproximadamente 50% da produção suinícola do país. O maior produtor no Canadá é Hytek, com 60.000 cabeças.

Exportações em alta

Os últimos números conhecidos (outubro de 2008) mostram as exportações canadenses em elevação de 10,6% na comparação com o mesmo mês de 2007. The Whole Hog traz, ainda, que os EUA continuam a ser o maior destino da carne suína canadense, embora tenham caído mais de 17%. Com a diminuição das vendas para a China, Austrália e o México, quem ocupou melhores posições foram Hong Kong, Taiwan e Rússia. Entretanto, os relatórios indicam que as exportações de carne suína americana saltaram 17,7% em outubro (comparadas com o mês anterior) e chegaram a 68,4% no período de um ano. As exportações de carne fresca cresceram acima de 20% em setembro. As do produto congelado foram 12,4% maiores e os cortes variados 19,1% superiores. Japão, México e Rússia aumentaram os valores comprados dos EUA.

Importações australianas e japonesas

As importações de carne suína da Austrália aumentaram 41,9% no ano completado em setembro, atingindo quase 9 mil toneladas. O Canadá tinha quase um terço deste mercado, mas todos os números apontam que as importações da carne suína dinamarquesa cresceram significativamente, 157,7% em comparação com setembro de 2007 e 42,5% sobre os valores fechados até agosto. Enquanto isso, as importações japonesas caíram 4% em setembro de 2008 no confronto com o mês anterior, mas ainda estavam 21,8% acima dos doze meses passados. Entretanto, o “Hog” mostra que as importações para a Coréia do Sul caíram 7,4% em setembro e outros 23,5% no período de um ano. As importações provenientes do Canadá caíram e as do Chile estão proibidas na Coréia por causa dos altos níveis de dioxina encontrados nos suínos chilenos.

fonte: Redação PorkWorld



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