A dependência do mercado externo fragiliza a suinocultura brasileira. Principalmente porque o setor depende demais de um único cliente. Basta que a Rússia, o maior comprador da carne suína brasileira, anuncie, por qualquer motivo, a suspensão ou uma redução nas suas compras, para que a atividade entre em parafuso. E a Rússia costuma tomar atitudes unilaterais, ao sabor de suas conveniências. A abertura de mercados premium, como os Estados Unidos e o Japão, traria um alívio para os suinocultores, cansados de trabalhar com esta espada acima de suas cabeças.
Mas, enquanto isso não ocorre, há um mercado que poderia ser ampliado: o interno. Sem as restrições religiosas que países do Oriente Médio opõem à carne suína, seu consumo no Brasil ainda é pequeno em razão de preconceitos antigos e muita desinformação. Hoje, o produto brasileiro tem níveis de colesterol semelhantes, ou inferiores, aos das outras carnes, e os animais são criados e abatidos de acordo com rigorosos padrões sanitários e higiênicos. No entanto, a proteína animal mais consumida no mundo ainda é, no Brasil, quase uma excentricidade reservada para ocasiões especiais.fonte: CNA





